Política

Lei geral da Copa deverá ser votada nesta quarta

Lei geral da Copa deverá ser votada nesta quarta

28/03/2012 07:54

Da Redação

Da Índia, onde se encontra para reunião de líderes do grupo BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a presidente Dilma Rousseff, vai acompanhar atentamente a votação da Lei Geral da Copa (PL 2330/11), programada para esta quarta-feira (28). O acordo para a votação foi fechado na noite de ontem (27) entre o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), que está no exercício da Presidência da República, e líderes partidários da Câmara dos Deputados.

Pelo acordo, Marco Maia se comprometeu com os líderes em marcar para abril a data de votação do Código Florestal. Líderes da oposição e ruralistas vinham obstruindo a votação da Lei da Copa para pressionar o governo a marcar a data de votação do Código Florestal.

Bebida nos estádios

O acordo para pautar a Lei Geral da Copa não significa que ela terá uma votação tranquila. O líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), disse que o partido ainda espera derrubar a liberação da venda de bebidas nos estádios. “Nós temos um acordo de procedimentos, não de mérito”, esclareceu.

O líder do PT, Jilmar Tatto (SP), disse que a votação da proposta pode enfrentar algumas “dificuldades”, mas não acredita em grandes divergências. “Prevaleceu o entendimento de que era fundamental votar a Lei Geral da Copa o mais rapidamente possível para não prejudicar os entendimentos com a Fifa”, disse.

Código florestal

O maior impasse diz respeito ao Código Florestal que, pelo acordo, será votado ainda no mês de abril. “Queremos discutir o mérito, o conteúdo. O novo Código precisa vir para avançar no desenvolvimento da agricultura sustentável e na recuperação de áreas degradadas”, disse o líder do PT.

O texto do código, segundo Tatto, ainda está sendo discutido entre ministros e parlamentares. A orientação do PT é votar a versão do texto que veio do Senado, mas alguns deputados querem restabelecer pontos aprovados pela Câmara.

Uma das divergências diz respeito ao tamanho das áreas de recomposição nas margens de grandes rios, que o relator da proposta, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), quer tornar responsabilidade dos estados.

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