Política

A defesa das privatizações no astral do azarão

A defesa das privatizações no astral do azarão

26/09/2012 13:16

 

 

Por Ricardo Antunes

O tucano assumiu finalmente a plumagem do PSDB no debate de ontem à noite. Daniel Coelho, embalado pela ascensão contínua nas pesquisas que lhe apontam como virtual oponente de Geraldo Júlio no segundo turno, aproveitou a chance para se apresentar como uma alternativa real de poder. Nada mal para quem surgiu como um azarão na disputa, e pouco a pouco foi conquistando as intenções de voto, mesmo com reduzido tempo de propaganda no rádio e na TV.

A oratória firme que o conduziu até a posição atual – maldosamente comparada pelos petistas, em inserção comercial, com o estilo de Fernando Collor – teve raras hesitações. E foi o candidato que mais conseguiu utilizar o escasso tempo de resposta de cada pergunta para citar propostas, além de se colocar politicamente e se defender ocasionalmente das provocações de Geraldo e de Humberto.

O que foi visto por alguns analistas como exagerada contenção, por bater menos nos demais do que em debates anteriores, já é o reflexo do crescimento nas pesquisas. A perspectiva de segundo turno aumenta a responsabilidade e amplia o grau de preocupações de Daniel. Mesmo assim, soube se defender quando provocado, e não deixou de lançar farpas sobre “o governo do PT e do PSB”, em referência à dobradinha dos partidos de Humberto e Geraldo na gestão João da Costa.

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