Política

Aécio vem e  Sergio Guerra sobe, enfim, no palaque de Daniel Coelho

Aécio vem e Sergio Guerra sobe, enfim, no palaque de Daniel Coelho

25/09/2012 13:08

Por Ricardo Antunes

Se estava mesmo tentando esconder seu palanque, como apregoam seus adversários, o candidato Daniel Coelho não poderá mais fazê-lo: nessa quinta, desembarca no Recife o ex-Governador, Senador e presidencial pelo PSDB, Aécio Neves, que fará evento junto com o tucano e chega como reforço na reta final da campanha. Um reforço que alguns partidários de Daniel Celho consideram desnecssário e que vai trazer, sem medo de errar, outro nome, dessa vez polêmico para junto dele: o presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra, amigo pessoal do Governador Eduardo Campos e apontados por muito como a prova de que Daniel Coelho também tem seus caciques, diferentemente do que diz.

“É um prato cheio para nós”, vibra um dos integrantes do marketing de Humberto Costa, antecipando que serão usadas, sim, as imagens do evento. “Ele posa de bom moço, mas tem seu rabo preso”, dispara o mesmo interlocutor. Para essa acusação o candidato Daniel Coelho tem uma resposta pronta. “Até FHC, a quem respeito e admiro, já esteve no meu guia. Não tenho vergonha desses apoios”, diz o candidato, que não pretende “nacionalizar a eleição”. Na última segunda (ontem) o guia de Humberto colcou foto de Daniel e Sérgio Guerra juntos, acusando-o de ter vergonha do seus aliados.

A questão de Sérgio Guerra, no entanto, é mais emblemática. Corre como verdade a tese de que o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, só permitiu o lançamento da candidatura de Daniel junto ao governador para impedir que o atual líder do partido da Câmara, Bruno Araújo, fosse o indicado. Chegou até mesmo a discutir isso com o próprio Governador Eduardo Campos que somente não fez pressão para que o partido não lançasse candidato no Recife porque teve a garantia de que a candidatura seria apenas para reforçar a disputa de um mandato de Deputado Federal por Daniel Coelho.

Como a campanha cresceu, além do esperado por Guerra e o candidato está disputando a ida para o segundo turno, quem parece que ficou “a ver navios” nesse caso foi o Governador. Que, acrescenta a mesma fonte, não estaria nada satisfeito com o desempenho e as críticas disparadas por Daniel contra ele e contra seu candidato Geraldo Julio. Sérgio Guerra é entusiasta de carterinha de uma aliança entre Eduardo Campos e Aécio Neves para derrotar o candidato do PT, possivelmente Dilma Roussef, a presidência da república em 2014. Por enquanto, nas eleições muncipais do Recife, os dois caciques e presidentes nacionais das duas legendas vão ter se contentar em subir em palanque distintos.

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