Sem Censura

Guerra se explica para o governador. Confira a nova seção do site – “Não espalha”

Guerra se explica para o governador. Confira a nova seção do site – “Não espalha”

21/09/2012 09:25

Por Ricardo Antunes

Corre nas Princesas que, surpreendido com o  inesperado crescimentio  de Daniel Coelho na corrida eleitoral, o governador Eduardo Campos teria chamado às falas o seu antigo amigo e pseudo-adversário deputado Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB:

- Sérgio, Sérgio, o que está acontecendo?

Você perdeu o controle da campanha? Você havia garantido que esse rapaz não chegava nem a 10 %; que era só para ocupar espaço e não deixar Bruno entrar. Pôôô, vc quer me complicar ?– falara o governador.

Nas esferas do PSDB pernambucano, o não “guerrista”, comenta-se ser grande o desconforto vivido por Bruno Araujo, que, após se fazer líder do PSDB na Câmara a revelia de Sérgio Guerra e com os apoios de Aécio e Alckmin, informou a Guerra pretender disputar a PCR. Esse, temendo que outro sucessor do antigo pupilo viesse a sobrepujá-lo na liderança do partido no Estado, repetindo o que já acontece em nível nacional, de imediato, no seu costumeiro “raposismo”, sacou ser melhor que ele, Bruno, se dedicasse à liderança na Câmara Federal; que não deveria se expor ao sacrifício disputando uma eleição já perdida; que, para perder, melhor fosse com Daniel Coelho: por ser deputado estadual a repercussão negativa seria menor para o partido… Assim, impôs! Não convenceu!!!

Jogada perfeita, teria Sérgio pensado: afastava a ameaça Bruno; ao mesmo tempo agradaria o amigo Governador ocupando o espaço da oposição com um candidato não competitivo.

Errou na segunda avaliação: faltou combinar, com o eleitor.

 

*A partir de hoje, mas apenas quando houver algum fato que mereça peculiar abordagem, o “Leitura Crítica ” passa a editar a seção “NÃO ESPALHA…”.

Assim fazendo, reeditamos o título de uma seção publicada na coluna “Nordeste Dia a Dia”, do JORNAL DO COMMÉRCIO”, que fazia sucesso nos anos de chumbo 60/70/80 do século passado, por passar a perna e driblar a censura dos militares, tudo dizendo com humor e irreverência. Três, os então jovens jornalistas que editavam a coluna: Anchieta Hélcias, Aldo Paes Barreto e Antonio Martins. À eles, aos milhares de colegas jornalistas que sempre encontravam meios de como resistir e continuar informando, a nossa homenagem.

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