Política

Nova assessora do Palácio responde a processos por licitações fraudulentas em gestão na PCR

Nova assessora do Palácio responde a processos por licitações fraudulentas em gestão na PCR

05/09/2012 14:02

 

Por Carlos Segundo

 

A ex-presidente da Fundação de Cultura da cidade do Recife, Luciana Felix, responde a processos por vária acusações de irregularidades e maversação de recursos públicos que chegariam  a mais de R$ 4 milhões, segundo as denúncias que povoaram as páginas dos jornais, no inicio do ano. Ela integrava a equipe do prefeito João da Costa que foi impedido de disputar a reeleição e vai trabalhar na assessoria do Palácio das Princesas.Petista de carterinha ela  foi indicada para a Fundaçõa de Cultura por ser esposa do então senador Humberto Costa e por ter trabalhado no escritório de advocacia do deputado federal Mauricio Rands que i  Secretário de Governo de Eduardo Campos e disputou as prévias contra o atual prefeito. Ele rompeu com o PT e abandonou a legenda e a a vida pública  pouco depois.

Mas a  passagem de Luciana Felix pela prefeitura trouxe mais problemas do que soluções para o prefeito João  da Costa. Além de colocar permanentemente a gestão do atual prefeito sob suspeita de corrupção, ela foi bastante criticada pelo segmento de cultura  que não a reconheciam como  interlocutora da classe artística local. Na sua saída, a petista deixou uma série de contas a pagar principalmente a de músicos e artistas que prestaram serviços no período do natal, réveillon e carnaval.

As denúncias contra sua gestão pipocaram com acusações sobre a compra de fogos de artificio com um valor muito acima do que foi pago no ano passado.O sobrepreço foi   de R$ 1,544 milhão, contra R$ 484 mil gastos em 2011. Ou seja, um acréscimo de  mais de 200% por cento.

No carnaval desse ano, nova denúncia. Dessa vez, em torno da  contratação de uma empresa para aquisição de banheiros químicos  com um superfatturamento de cerca de de R$ 1 milhão. A licitação causou mal estar  já que  o portal da própria PCR apagou os registros de preços e colocou outro com valores menores.  A aquisção do mesmo ítem, no ano passado, custou  cerca de R$ 111 por unidade, e este ano iria ficar por cerca de R$ 200,00. .Com  a  nova denúncia  a licitação foi suspensa mas o prejuízo político ao prefeito João da Costa já estava feito.

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