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Sobrou emoção e faltou gol, veja o artigo de José Neves Cabral

Sobrou emoção e faltou gol, veja o artigo de José Neves Cabral

27/08/2012 09:04

O Náutico em boa fase produziu abaixo das expectativas, enquanto o Sport em má fase conseguiu render bem mais do que sua torcida esperava. Eis o retrato do Clássico dos Clássicos, que, injustamente, terminou empatado nesse domingo, na Ilha do Retiro, em 0×0. Coube ao goleiro Gideão o título de protagonista e melhor jogador em campo devido ao grande número de boas defesas que realizou, além de sorte, muita sorte, o que é essencial a um bom goleiro, para não sofrer gol, mesmo quando já estava batido no lance – em duas oportunidades a bola chocou-se com a trave e não entrou.

Para os alvirrubros, o empate no campo inimigo ficou de ótimo tamanho. O Náutico fechou o turno da Série A do Brasileiro com 24 pontos, 42% de aproveitamento dos pontos disputados, na 11ª posição. Já o Sport , com 15 pontos, tem apenas 26% de aproveitamento e está na penúltima posição, na zona de rebaixamento. Se ambos mantiverem a média de aproveitamento, o primeiro vai brigar por vaga na Sul-Americana e o outro será rebaixado à Série B.

O bom sinal na Ilha do Retiro foram os aplausos da torcida à atuação do time, mesmo sabendo que o resultado colhido não foi o ideal. Tudo pela presença e estreia do novo treinador, Valdemar Lemos. Não podemos dizer se foi o efeito Valdemar ou a motivação que um clássico traz, mas o Sport foi uma equipe diferente, dessa vez. Mais empolgada, veloz e com vontade de jogar.

Em alguns momentos, o time trocou passes com precisão e evoluiu ao ataque com a bola passando de pé em pé, uma raridade na campanha deste ano. A defesa esteve com uma boa postura, tanto que Magrão, destaque em vários outros jogos, fez apenas uma grande defesa – sua média vinha sendo de cinco ou seis nas últimas partidas.

Já o Náutico mostrou-se um time mais preocupado em não tomar gols, por isso sofreu mais com a pressão do adversário. A perda de Kieza, por contusão, no início da partida tirou sua força ofensiva, pois Araújo, bem marcado, pouco produziu.

 

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