Opinião

Sentimentos distintos no primeiro jogo da decisão. Por José Neves Cabral

Sentimentos distintos no primeiro jogo da decisão. Por José Neves Cabral

07/05/2012 10:52

A primeira partida da decisão do Campeonato Pernambucano 2012 deixou sentimentos distintos nos torcedores de Santa Cruz e Sport, após o 0×0, no Arruda, com mais de 50 mil pessoas.
Os rubro-negros, que jogam com a vantagem de dois empates, acreditam que conquistaram 75% da competição, pois precisam apenas empatar em casa no próximo domingo. Também acreditam que a retranca armada por Mazola funcionou. Basta manter a mesma postura na Ilha do Retiro e explorar os contra-ataques para tentar matar o jogo.
Já os tricolores ficaram com um gostinho de frustração e ao mesmo tempo de esperança, pois pelo domínio exercido no primeiro round, principalmente no segundo tempo, descobriram que o Leão não é tão feroz assim. A bola passou algumas vezes à frente da meta de Magrão, mas não apareceu ninguém para colocá-la nas redes. Esperam que isso não se repita no segundo round, ou que é impossível não fazer um gol no Sport em 90 minutos.

Na verdade, o desempenho das duas equipes no primeiro confronto mostrou bem o que cada uma necessitava para se manter no páreo. Em ligeira vantagem, o Sport procurou se precaver, buscando a marcação mais forte, povoando a frente da área de volantes, além de contar com três zagueiros.

Já o Santa Cruz, tentando buscar a vantagem, atacou, explorando principalmente o lado esquerdo da defesa contrária , onde Rivaldo atuava improvisado como lateral. A questão é que Rivaldo fez uma boa partida e constituiu-se num dos melhores jogadores em campo.
Tanto Santa Cruz quanto Sport, porém, têm limitações para cumprir seus objetivos. O ataque do Santa Cruz revela-se ainda preso, depende muito de Dênis Marques, pois Flávio Caça-rato ainda não adaptou-se completamente ao fato de jogar num clube grande (defendeu a Cabense até o ano passado). Às vezes, ele confunde-se com o companheiro de ataque e ambos acabam ocupando o mesmo espaço, do lado esquerdo do ataque, facilitando a marcação do adversário. Sua virtude é a impetuosidade que o leva a incomodar bastante os zagueiros com jogadas imprevisíveis.

No Sport, se a marcação está mais afinada, o problema passou a ser a saída de bola para o ataque. Marcelinho caiu de produção no Arruda e o setor criativo do time sumiu. Jeimy e Jael ficaram isolados entre os zagueiros tricolores e foram facilmente dominados, daí as poucas chances criadas pelos rubro-negros nos 90 minutos. Vamos esperar até domingo para ver em que detalhes o título estadual vai ser decidido. Por enquanto, a disputa está aberta.

E tanto Marcelinho quanto Dênis Marques ainda são apenas candidatos a protagonistas da decisão.

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